sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Reestruturando

Uma certa hora aleatória do meu dia, com a minha já companheira dor de estomago (ou frio na barriga...nem sei distinguir mais) me peguei pensando em coisas que eu sei de algumas situações, e de como isso deveria num lapso de insanidade programada; me confortar.

Nada justifica um erro, nem outro erro, nem outros erros...nada justifica...

É dolorido, muito vergonhoso e sem duvida a porção doentia que nenhum remédio cicatriza...mas com certeza, nada fortalece mais um coração do que sentir ele se despedaçar, pela nossa própria culpa...ver que somos sim responsáveis por tudo o que nos afasta daquilo que desejamos, que por mais intransponível que achemos que as nossas defesas são, a menor brecha que vem disfarçada de auto controle e segurança te faz desmoronar...muitas vezes de formas que nem se imaginava.

Sentir que não somos o que um erro grotesco nos faz parecer é algo pessoal, porque nada mais importa, quebre um conceito, uma ideia ou uma opinião formada e você está morto...se já não estiver.

Mas...

Dentro de tantos contratempos, adversidades e imaturidades...configurando a nova imagem de um quadro que outrora era invisivel agora se torna negro, há sim a possibilidade, a oportunidade, a chance e o privilégio...sinta o peso de toda essa desonra encima dos seus ombros e se envergonhe de quem você é, veja as reações de más ações, não tente escapar das amarras feitas por você mesmo, conhecedor de suas forças e limites, sangre até o fim e desse jeito descobrirá que não terminará livre.

Que o peso nos seus ombros te torne forte, que as reações moldem o seu procedimento que as amarras se soltem não pela energia gasta pra se livrar, mas sim porque finalmente percebeu que não é a força que te liberta e sim a sua consciência e o seu arrependimento.

E mais: Não ilustre a sua vitória como a melhor coisa da sua vida, lembre dos seus erros, dos seus fracassos e das suas fraquezas...e torne-se melhor do que pode ser, ou do que deveria ter sido.

Restaure, se transforme e acredite num final feliz.


Todos teremos o nosso.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Imperativos


Pense.
Respire.
Não julgue.
Insista.
Tente.
Melhore.
Se importe.
Aceite.
Escute.
Entenda.
Seja humilde.
Fique calado(a) algumas vezes.
Faça alguém feliz.
Fale coisas boas.
Escolha certo.
Seja.
Esteja.
Aprenda.
Ensine.
Descanse.
Ouça boa musica.
Ajude.


Pague o preço dos seus erros.
Se preocupe.
Sonhe.
Lute.
Tenha objetivos.
Chore.
Procure a verdade.
Respeite.
Trabalhe.
Seja feliz.
Ame.
Ame.
Ame.
Ame.
Ame.
MUDE PRA MELHOR.

E tenha um ano novo relevante, uma vida relevante.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

O que é verdade agora?


Eu gostaria de expressar uma certa indignação com alguns julgamentos que tenho visto, e de certa forma sentido. Não acho de forma nenhuma que eu seja diferente do que eu realmente sou em qualquer lugar, visto que onde (ou por quem) eu sou querido e respeitado, certamente serei muito mais espontâneo, claro...serei eu mesmo com quem me tratar com ombridade e demonstrar que está ali mesmo, sem me olhar DE CIMA PRA BAIXO.

Eu não sou obrigado a dar respostas de perguntas que apenas me farão sentir que estou sempre perdido, eu mais do que ninguém sei das escolhas difíceis que fiz, e das pessoas maravilhosas que magoei querendo não estar errado, já errando por achar que estar bem era incorreto.

E eu penso nisso TODO O SANTO DIA.

Eu gosto de musica, e dos meus amigos (tanto os normais quanto os doidos) e da minha família, e de poder ir onde quero, de não ser confundido porque quem me conhece sabe como eu sou, quem está por perto e ainda duvida de mim: FIQUE LONGE.

E se derrepente as coisas mudarem? e se o que eu nunca imaginei acontecer? como será? vou chutar a minha felicidade bem no meio dos dentes e me arrastar na duvida se tudo valia a pena ou não?

Se eu não fizer ninguém sofrer, a minha vida tem sentido e o resto...é só o resto.




quarta-feira, 2 de maio de 2012

Sempre o oposto

Todo o dia eu penso nessas coisas caóticas, e fico olhando pras possibilidades como se eu pudesse realmente fazer algo a respeito, e olha...até que eu quero, mas como bom observador que eu me esforço pra ser, tiro água de pedra literalmente e aprendo mais sobre as pessoas que eu me interesso em querer bem, as vezes sou confundido, ou mal interpretado, e sim, existem pessoas inteligentes que conseguem ver por traz da minha cara de bobo, das minhas piadas sem graça, das minhas camisas xadrez haha e da minha necessidade de ter o que parece bem difícil pra mim.


 A maioria das pessoas nem imagina que eu posso estar pensando nelas nesse momento, porque eu sou assim, e me sinto bem por isso, mesmo que no final, fique tudo como sempre. As minhas inclinações, desejos e pequenos detalhes falam por mim, mesmo que essas mesmas coisas não façam sentido pra vocês, ou pra grande maioria.


 É eu queria falar, não gostou me processe.

sábado, 31 de dezembro de 2011

Então é assim que se acaba.

Eu fui feliz sim.

E posso ter sofrido um pouco que eu sei...


Tá, eu sofri o suficiente pelos anos que eu não tinha sofrido tanto.


Mas o que eu posso dizer? estou vivendo, tentando da melhor forma possível, descobrir o que é que pode me fazer achar o bendito caminho que me faça parar de procurar um caminho, descansar o corpo dolorido, sarar da dor de cabeça, parar de sangrar nessa guerra, ter um pouco de paz...viver em paz.

Nada foi em vão: nenhuma palavra, nenhum abraço, nenhum sentimento, nenhum momento de raiva, nem as horas que desliguei a mente desse mundo, ou que fiquei sozinho olhando o dia nascer, ou morrer, ou as horas que tive saudade, as minhas dificuldades, a minha maior falta de organização em tudo como eu não via há muito tempo, faltou algo e isso me afetou (lembrando que eu já devo ser de nascença um bom afetado mental) em tudo o que é possível ser afetado.


Nenhuma lágrima foi em vão, de uma forma que ninguém entenderá elas me fizeram e me fazem ser um homem melhor, mesmo que ninguém entenda nada, e nem se importe em entender.


Eu vou viver todos os dias tentando fazer o melhor, mesmo sendo o pior de todos.


Amando sem ser tão amado, respeitando sem ser tão respeitado, compreendendo mesmo que ninguém me ouça.



Continuar tentando, e quando eu achar que não dá mais...




Vou lembrar que eu vou ter um dia em que tudo isso vai valer a pena.




Tchau 2011 eu NÃO VOU SENTIR SAUDADES.




Mas o meu amor NUNCA muda.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Preso à Liberdade.

Geralmente, somos confrontados.

Em tudo, no gosto musical, por coisas que fazemos, por manias que temos, por um pouco mais de açúcar no café, pela comida temperada demais (eu gosto, ué rs) por não dormir direito, por não sair todo o fim de semana, por relevar coisas, por não deixar passar outras, por ser discreto, por estar feliz, por estar triste...

Por acreditar, por escolher, por viver, por simplesmente viver.

Sinto dizer (não, na verdade não sinto tanto) mas ninguém, que eu me lembre, consegue saber de NADA que passa na mente alheia, e nem tentem isso comigo, eu não sou moldado, guiado e construído diariamente por simples emoções.

Escolhas mudam a vida e doem em algumas ocasiões? sim, mas eu sei, de um jeito inexplicável continuaremos todos vivos, e eu garanto, que se as pessoas que eu preciso que me entendam, me entenderem (mesmo que seja um esforço mais do que sobre-humano fazer isso) eu não preciso me preocupar com nada.

"Não preciso me preocupar com nada."

Nem explicar nada, pra ser julgado, sentenciado e condenado sempre por apenas SER.

Os dias são doloridos o suficiente, por causa das injustiças que vivemos, das atrocidades que aceitamos todos os dias, sem lutar o necessário, de sofrermos pra humanidade uma morte diária, porque a vida não é como queremos, e muita gente que tem menos que o nada que mostramos pra todos, vivem, se esforçam...sorriem.



As pessoas só poderão apontar o dedo uma pras outras quando se entenderem por completo: seus medos, seus desejos, seus preconceitos, suas opiniões, seus egoísmos e finalmente...seus próprios corações.












Ou seja........

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Luz.

Não há palavras para descrever o sabor do meu medo.

Não há como medir o vazio dentro do meu peito...perder, perder e perder...estamos sempre perdendo coisas todos os dias, não sabemos como lidar, pra que se importar? como e o que esperar?

Uma consciência limpa faz muito pela nossa esperança quebrada.

Como se todos os pedaços desse todo, separados; não fizessem mais sentido e por mais que você tivesse a maldita imagem residual de uma ótima memória que as vezes não te deixa muito feliz, você tenta reconstruir, e tenta, tenta de novo...


As coisas parecem que não vão se encaixar mais.

E o que te sobra é um desespero desgraçado, e todas as palavras boas que você diz tão facilmente pra todos não funcionam pra você.


É tão fácil querer e fazer o bem por quem amamos... difícil é fazer algo efetivo e transformador em si mesmo.


E quando se quer chorar por algum motivo só pra externalizar, deixar fluir...também não dá, precisamos ser o oposto dessa porcaria de sentimentos controversos e esperanças confusas e desejos impossíveis.

Primeiro, porque é inevitável, ninguém vai te compreender.

Segundo, porque é difícil falar de coisas que poderiam transformar vidas, e o pior e mais complicado é achar essa saída, o mundo é um labirinto, sua mente e toda a razão que queremos colocar nas coisas também.

Terceiro, porque observar as coisas te dá uma noção muito boa das consequências e elas são apenas e unicamente o que importa pra mim.


As vezes eu não aguento mais.

Eu sempre estou tentando.



E aqui dentro da minha cabeça somos todos felizes.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Eles sempre dizem que nunca é tarde.

É impossível não sentir certas coisas.


Nós nunca sabemos definir com exatidão a medida do que molda toda a positividade e inerente raiva do mundo.

Você sabe que sente. As vezes dor, as vezes medo e sempre incerteza.

Fico olhando tudo, com uma atenção aos detalhes que não farão a diferença em nenhuma vida, crio situações nos meus sonhos, e sinto o gosto dessas experiencias no meu sangue, porque acho que essas inclinações ora doentias, ora sonhadoras me fazem bem.


Quem está na mesma situação sabe do que eu falo.


Todos os poemas, canções, estórias, histórias e rabiscos a esmo dizem algo essencial sobre o que sinto, nada do que eu não sou estão dentro dos meus devaneios que servem de entretenimento pra minha corriqueira falta de apoio.

É como se eu parasse na frente de um espelho e ouvisse tudo o que eu acho que me faria ser menos...irreal.


Tinha um medo tão aterrador do futuro quando mais novo, as possibilidades eram...inexistentes, não conseguia estabelecer um passo decisivo, tudo estava tão descontrolado, tinha medo de perder mais do que eu já nem tinha.


Hoje, não acho que tenha o mesmo medo de antigamente...preciso de verdade; sendo real e sincero comigo mesmo, amar algo de verdade na minha vida, ter a certeza de que todas as coisas que desejo de verdade, nem venham a existir, mas mesmo com essa constatação eu ainda vou estar aqui, seja na bonança ou nessa realidade: o vazio.




O passado não é foco, e sim, referencial...todas as frustrações, planos desfeitos, vida difícil, ausência e o que mais houver, fazem essa alma ser o que é.

O futuro não é foco, eu não sei e nem quero saber o que virá,porque conhecer o que nem vivi, além de uma ilusão infantil é injusto, tem graça saber de todas as nossas decepções futuras? seriamos muito mais amargos, egoístas e insensatos...



O agora, o presente é tão palpável...tão real, sei o que sinto nesse momento porque sei o que eu quero sentir, baseado no que vivi pra externalizar e no que não vivi pra esperar com calma (ou raiva) o que virá ou não.


Hoje só resta uma coisa a fazer: a certa, e isso envolve o ato de apenas ir pra frente.



Mesmo com medo, mesmo sem saber.




Eu ainda desejo tudo isso.

domingo, 12 de junho de 2011

My war ships are lying off the coast of your delicate heart

Ele só largou as chaves encima da mesa e foi direto pra sacada pensar...


Achava tão estranho, as pessoas passando assustadas, apressadas, perdidas...como todo mundo é parecido visto por essa visão.

Do lado da sua consciência repousava uma estranha sensação de desconforto, e na realidade nem todas as coisas que aparecessem agora iam fazer alguma diferença, a decisão estava tomada, o caminho era um só e nada mais podia ser feito a respeito.


Tudo arrumado...detalhes que devem ser checados e não podem ser deixados pra tras: cadernos e diarios arrumados de forma que tudo seja facil de encontrar e se descobrir, está tudo lá, escancarado para os olhos, sentidos e opiniões.

Gavetas arrumadas numa linear e incompreensiva ordem, visto que a vida como um todo era só isso: desordem...falta de sentido, tudo colocado de forma a não trazer problemas, revistas organizadas por importância, anotações, rabiscos, rascunhos...é o fim mais escancarado que já se viu.


Da sacada do prédio é tudo tão pequeno mesmo, quanto tempo pra chegar lá embaixo? o que vai acontecer depois? " - eu não sei...eu não sei "


Essa ansiedade pelo desconhecido fascina, pode ser bom, pode não ser...mas a vida é isso mesmo, descobertas, possibilidades e enfim, sobretudo e finalmente:

O fim.




Os carros passando, as pessoas...sempre as pessoas, essa decisão pode e vai doer, do alto da sacada ele pensava no quanto era difícil desistir a cada dia da própria vida.







Como uma ultima atitude, sem voltar no que diz, volta pra sala e pega a chave que estava encima da mesa.


De volta à sacada, é tudo simples o sorriso no rosto, o medo... - é agora, pensou ele.




De agora em diante ele decidiu viver.


Por você.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Noites Vazias

Eu imaginei uma situação...


E você estava lá, eu não estava triste e nem fingia não estar...


E sabiamos o que fazer, acho que sabiamos, não porque fosse a melhor opção na hora, mas sim ( finalmente ) porque abrimos os olhos.


E fechamos por breves minutos que serão eternos se a vida assim permitir.


Eu imaginei um bom momento.

E você estava lá, e eu sabia o que fazer e nem fingia saber onde estou...


Com certeza é divertido admitir o tamanho da minha incapacidade, e ao mesmo tempo mostrar a força de vontade ( teimosia ) que transborda, e isso é porque eu acredito.


Eu abracei quantas pessoas eu pude.


Nenhuma delas preenchia a falta que eu sinto do que eu sei que não existirá, mas é tão gostoso acordar de madrugada com o gosto bom de uma felicidade que eu vejo, que eu toco, que eu ajudo, que eu sinto...






...Mas não vivo.